
A Quinzena de Dança de Almada regressa em 2026 com um programa que reúne espetáculos de dança contemporânea, estreias, residências artísticas, encontros profissionais, dança no ecrã e atividades para a comunidade.
Organizado pela Companhia de Dança de Almada, o festival volta a afirmar Almada como um dos principais centros da criação coreográfica contemporânea em Portugal, reunindo artistas, companhias e programadores de diferentes países.
A 25 de setembro, a abertura da edição de 2026 assinala a estreia de um novo programa da Companhia de Dança de Almada, “A Espera do Baleiro”, criado pelo coreógrafo galego Xián Martínez, em coprodução com a Xunta de Galicia e com a Axencia Galega das Industrias Culturais (Centro Coreográfico Galego). Inspirada nas tradições comuns de Portugal e da Galiza, a criação estabelece um diálogo entre duas culturas unidas por uma herança que a dança continua a reinventar.
Ao longo do festival, Almada recebe também a Nalini Cia de Dança, do Brasil, com “Titiksha”, uma obra que declara a dança como gesto de resistência, a companhia IVONA, dirigida pelo coreógrafo italiano Pablo Girolami, que faz subir ao palco “T.R.I.P.O.F.O.B.I.A. - The End”, e ainda “Felices” | work-in-progress, resultado da residência artística de Clara Ferrão Diz e Andrea Quintana, desenvolvida no âmbito do programa Atopémonos Bailando – Residencias Artísticas e Investigación.
A Plataforma Coreográfica Internacional reúne vinte e três trabalhos de companhias e criadores independentes de diferentes geografias, oferecendo um panorama da criação coreográfica contemporânea. Em paralelo, haverá apresentações em site specific e diversos workshops convidam a comunidade a participar e a experimentar a dança.
Em 2026, a edição é marcada pela estreia do Saracoteio – Dança no Ecrã, um novo programa dedicado ao filme e vídeo de dança produzido nos países de língua oficial portuguesa, desenvolvido em parceria com Macau e Cabo Verde. A iniciativa apresenta obras de Cabo Verde, Macau, Brasil, Moçambique, Guiné-Bissau e Portugal, ampliando o olhar sobre a criação contemporânea através do ecrã.
Por fim, a 11 de outubro, o encerramento do festival pertence à coreógrafa Carla Jordão, radicada na Alemanha, que regressa à cidade para apresentar uma criação com bailarinos da Companhia de Dança de Almada e alunos do Ca.DA Conservatório de Dança de Almada, num encontro entre diferentes gerações de intérpretes.
Mais do que um festival, a Quinzena de Dança de Almada é um espaço de encontro entre artistas, públicos e profissionais, onde a dança contemporânea cruza linguagens, aproxima culturas e cria novas formas de pensar o presente.
14 set. 2026


